terça-feira, 12 de junho de 2012

No Porto de Tubarão

Enquanto eu nadava em sua pálpebra
O mar revirava orgias sagradas
Delícias revoltas q`a noite relembra
Das placas escuras às ruas chutadas

Em Cantos secretos, quase oprimidos
No Porto, longe um ruído e ressôa
O cais escurece em sons sustenidos
À nau... um sorriso pálido á prôa

Inerte entre ondas, um breve cismar
De quem a areia jogou sobre trilhos
E a brisa solene e suspensa do mar
Desfez-se cedo, deixando estribilhos