segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Os mais belos pecados

Livre dos mais belos pecados
Que, vicejavam-me exuberantes
Dos beijos em vão, vingados
Pelo ruir dos bons instantes

Sou sua mão contra seu rosto
Esse estalo o mais perfeito
E de fluir adentro o peito
Há um futuro então composto

É sua paixão em artefatos;
A falsa fulga em evidência
Ao descobrir-se em demência
Recordarás seus desacatos

Livre dos mais tôlos pecados
E á espreita da sentença
Ou, dos venenos delicados
E das armas à vingança

Sou os seus sábados sombrios
Ah! Que carente a estadia
Ou a ansiedade mais vadia
Que culmina aos pés vazios

Um comentário:

*.*¨Cláudia¨*.* disse...

Julio,
este é o meu preferido.
Intenso...