sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Uma estrela que expira

É uma estrela que expira sem ruídos
E a má fé nos consome á falange
Mesquices percorrem –me os ouvidos
As vontades são brandas, tão longe

Desatemos os nós com mais ciência
Da vida! Desdobra-se ao passado
Quando vagamos por lá, a indecência
Corroeu-nos cada dia um bocado

E o tempo nos esculpe a carapaça
Desse amor falido – que privilégio!
É pro bem desforme da sua raça
Que custo mui alto ao meu relógio

É uma estrela que expira sem ruídos
A vida torpe-se em segredos iníquos
O que nos fez, nos dias mais doídos
Ambiciosos anseios tão longínquos

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