sábado, 8 de janeiro de 2011

Na hostil vertigem

A nicotina tece espirais ao ar
Ao horizonte que treme vulgar
A hostil vertigem

É a tempestade não aplausível
E torna a carne tão insensível
Pois,sem origem

Nos céus,alma em turbulência
Num tonto vôo com decência
Uma vã viagem

O manto ruivo agora encurva
Se torpe em raios,traz chuva
Pela estiagem

E por pousar,a alma escalda
Que,lá de cima o alto a salda
Com traquinagem

Logo o sol acende sem pavil
Cala a noite tão parva,viril
Mas,nunca virgem

A nicotina cessa o mais vulgar
O horizonte se resseca ao ar
Na hostil vertigem

Um comentário:

Paula Barreto disse...

Olha só que bacana quem voltou a postar escritos na blogosfera! :)