quinta-feira, 3 de junho de 2010

No vale que o sul troveja

Tão longe e reles qual um infante
Sem pátria, sob os astros do sul
Que fulminam ao meu semblante
E sobre o imenso manto azul

O sol se vai sem minhas lamurias
E um bafo quente as predomina
Quando tremulam mais injurias
Tua imagem veste minha retina

Ôh amor, te vejo às constelações
Mas também n´amarga cerveja
Pequena Alemanha de construções
E nesse vale que o sul troveja

Ímpio é o coração de impulso

Pois bem, que assim o faça
Eu vos digo; Que venha a nós!
O vosso reino é uma ameaça
E no meu seio só ata nós...

Ímpio é o coração de impulso
E dissimula-se a todo custo
O amor é um anjo descalço
Feioso, mas alto e robusto

E o vício? Oh, nossa mágoa
Quão involuntários, poxa
Venenos salivam á sua língua
E secam na boca toda roxa

Molesta a alma a imprudência
Os olhos faíscam tons piedosos
Lábios segregam sem ciência
Verbos chulos e desdenhosos

Pois bem, que assim o faça!
Ímpio é o coração de impulso
Vem devagar o dia da caça
E nunca erra o teu curso