segunda-feira, 3 de maio de 2010

Canção ao céu de abril

Agora os astros fremem aos meus pés
Embora inverto a cabeça pra baixo
Mas c´o bulbo latejando ao revés
Sob o céu palpitante me encaixo

Extenso raiar tonifica o espírito
A mão vai estendida a riscar o céu
E no âmago lança-se um grito;
Ô eternidade, laçai-me em teu véu!

Invoco-a um longo brado astral
Exaltarei a lealdade ao eterno
Com beijos á sua nebulosa raial
E constelações desse portal supremo

De quando em vez outros brilhos
Rangem as cotovias, muito altas
Neste céu de milhões de exílios
De planos além de astronautas

Então, quão longe e perto tremulam
As portas d´outras dimensões
Que os suspiros dos astros simulam
Minhas mais nobres sensações

Sob o céu palpitante me encaixo
- ele, talhado por mil buscapés...
Adormeço ao seu cósmico relaxo
Acima, só grila essa noite através