domingo, 7 de março de 2010

A Balada das noites em vão

O sono evadia às pálpebras escurecidas
Pungindo-me o canto dos olhos baixos
Enquanto a insônia era n´alma, ferida
Pesava em meu corpo e meus relaxos

Os sonhos escorriam de canto a boca
No breu das mil formas intrigantes
De fato, é um anseio e que evoca
Colossais sombras, vultos gigantes

Meu rosto ainda qual cru deserto
De sopros noturnos e tão moucos
Num mundo que se expira, incerto
Desperto gemendo sonhos loucos

À toa! Qual uma cotovia sem ninho
Chocando desígnios sob as telhas
Ao espumar sonhos mais daninhos
Em nobres almas e suas centelhas

Pela manhã, presságios e cismas
Cintilam ao nosso gélido velho albor
Nesse longo verão de rudes climas
Que levou sonhos sem um amor

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