terça-feira, 30 de março de 2010

Com o inverno no peito

É um inverno no peito e salpica
Cem palmadas no ataúde infernal
Assim que sol pálido nos indica
O retorno desse amor banal

Corpo astral do nosso infinito
Ritmo dos risos em compulsão
Com o próprio inverno no peito
E a tirana traíra no coração

A alma de auréola nublada
Entre beijos jogados a míngua
E sufocando-os numa talagada
Do azedume limão na pinga

É um inverno no peito e indica
O retorno desse amor banal
Assim que o sol pálido salpica
As palmadas no ataúde infernal

domingo, 7 de março de 2010

A Balada das noites em vão

O sono evadia às pálpebras escurecidas
Pungindo-me o canto dos olhos baixos
Enquanto a insônia era n´alma, ferida
Pesava em meu corpo e meus relaxos

Os sonhos escorriam de canto a boca
No breu das mil formas intrigantes
De fato, é um anseio e que evoca
Colossais sombras, vultos gigantes

Meu rosto ainda qual cru deserto
De sopros noturnos e tão moucos
Num mundo que se expira, incerto
Desperto gemendo sonhos loucos

À toa! Qual uma cotovia sem ninho
Chocando desígnios sob as telhas
Ao espumar sonhos mais daninhos
Em nobres almas e suas centelhas

Pela manhã, presságios e cismas
Cintilam ao nosso gélido velho albor
Nesse longo verão de rudes climas
Que levou sonhos sem um amor

segunda-feira, 1 de março de 2010

A ressaca!

Após flagrar-me num sonho cego
Que a vida era imensa roubada
A fé vadia ao meu velho apego
C´os olhos em flerte ao nada
A ressaca veio em desassossego
Num negrume da madrugada

Agora, deparado á fronte de anos
Murmurando promessa absurda
Que desfazem doces enganos
Sugando vis lágrimas mudas
D´uma noite de choros findamos
Essa vida sem mais ajudas