quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Quarta feira de cinzas

É de cinzas meu caco de dia
O céu por menos, não diferente
Corpo estranho é a tal euforia
Trai-me em sentido decrescente

A desarmonia é mérito do inferno
E seu fogo culmina meu querer
Deformando um vil amor sereno
Quarta feira de lamúria qualquer

É de cinzas meu caco de dia
Contenho o fel com amargor
A boca assava e n´alma ardia
Um gole desse corpo incolor

Não por mal, a inconveniência
Mas o desespero é tão inesperado
O pranto é chorinho de emergência
E teu amor, um sonho velado

De cinzas meu caco de dia, de cinzas...

Um comentário:

luizsimbolista disse...

Um tanto bohêmio e neorromântico, um sentimento ou relação que passou a ser cinzas e numa quarta de cinzas, muito bom poema!