quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A lua nasce à esquerda

Uma nuvem parda cobre a tudo
Seu cheiro exala aromas místicos
Com o corpo leve e desnudo
Dou-me velhos mimos cínicos

A chuva inunda meus bons sonhos
E sinto uma febre – a intuição
Maldizendo os vis amores risonhos
Vou, pressionando forte o coração

Tão só, a lua nasce à esquerda
Embrenhando-se ao céu quieto
E quando a noite vem a perda
Eu me desfaço ao meu leito

Um comentário:

Taiara do Amaral disse...

tudo na madrugada me faz lembrar...
só a bebida para te matar,
e quando olho a rua torta lembro da tua porta sob a lua morta.