segunda-feira, 3 de agosto de 2009

As mãos do trabalho

Aqui, insólito às apoteoses
Descrendo as velhas quimeras
- as dos romances e poses
À espera das ordens severas

Céus! Minhas mãos tremem
Mas qual trabalho tem glória?
Mesmo as putas pulsam sêmen
E as mãos calejam escória

Aqui, chegado da hipnose
E negando as linhas sinceras
Calos! Uns,quase necróse
Ao vento; cinco primaveras

Ai! As minhas veias saltam
Maldigo os ossos do ofício
Pois, as mãos não se salvam
Ás custas do vil sacrifício!

Em rumo ao tenso futuro
Das coroas tão esperadas
Num fio estreito e inseguro
E coas mãos quase atadas

3 comentários:

Paula Barreto disse...

"Com seu azul de outono, seu cheiro de rosas e de velhos livros..."

Mark Tindo disse...

Muito bons textos.
Muitos bons textos.
Parabéns.

Michelle disse...

Legal seus textos!
Depois me passe seu mail!

bjs
Michelle