quarta-feira, 10 de junho de 2009

Um doce leviatã

Tenho os punhos arregaçados
Meu rosto é um deserto cru
Sonhos frescos, outros frustrados
E a noite em volta faz fru-fru

A sós, por mim, num sorriso leviano
Mas contando os dias sorrateiros
Até que me cai um outro ano
E vem a mim os sonhos solteiros

Dentro de mim eu sou um lêvedo
A fermentar ilusões tão distantes
Que destrincho-as ainda sem medo
Á existência prolonga instantes

Dias passados! Eu, doce leviatã
O peso de outros dias mais hostis
No mundo deito pois é um divã
A nebulosa poluída e eu feliz

4 comentários:

Anita Grey disse...

gostei desse também hehehe muito bom...
abraços!

POETA E/OU LOUCO disse...

Evohé, Julio!

Poeta, poeta mesmo... parabéns!
Tem estilo próprio. Melhore a aparência do blog, os poemas estão tão bonitos que destoam demais do restante. Volto sempre que puder.

Abreijos textuais
Aleph Davis

Paola Tchica disse...

Juju você é um fru-fru..

Marjorie disse...

A nebulosa poluída e eu feliz

eu gostei =)