terça-feira, 23 de junho de 2009

Soneto chuvoso de agosto

Chuva lava manhã de agosto
Acima deus baba desgosto
Frême a bruma- verdes pinhais
Uma a uma – breu dos ais

O tal casaco cai-me escuro
Na bolsa evadia largo furo
Paixão que embebe só desejo
Pois, outrora era cortejo

Movimentam os lábios meigos
Ligeiros, rastejam sempre leigos
E, afugentam-me à barguilha

Chuvisca´inda; frio agosto
Na poça: nau de papel dá gosto
Um nome: “Nau-chuva”, na quilha

2 comentários:

Anita Grey disse...

agosto...mes maldito...

A mesma de ontem. disse...

e o grande dia chegou