segunda-feira, 15 de junho de 2009

Noite de junho

É sério que as noites de junho
São de festins e alegorias mágicas
Enquanto mordia,eu suponho
Suspiravam nossas bocas elásticas

E tínhamos uma fina garôa
A nos cobrir qual um doce orvalho
E qual a melodia sua voz entôa
No peito eu gravo e a empalho

Pois, o cachecol se fez testemunho
Dessa alquimia um tanto estrábica
Ah, e é sério que as noites de junho
São de festins e alegorias mágicas

Os bicos mostravam-se curiosos
Àquela plena e tal paixão jovial
Como a libído em tons formosos
Pintou-nos um outono celestial

Fui!...eu tinha os lábios linchados
Um coágulo se desfez à groselha
O monte de versos guardados
Nossos lábios num jogo da velha

Devolve o beijo e faz-me um sonho
E eu caminho às guias estáticas
Mas,é sério que as noites de junho
São de festins e alegorias mágicas

Um comentário:

Anita Grey disse...

lembranças dão bons poemas sem duvida! muito bom,gostei!
abraços!