segunda-feira, 11 de maio de 2009

Acomodação além

Tão cômodo esse bom ócio
Tampouco torpores me infectam
O nada é um justo negócio
No tédio,nas veias que espetam
(ou vive-versa...)

Tão cômodo é ficar a sós
Tão puro é estar com ninguém
E ecoando no silêncio,uma voz
Que se evadia além do além
( é só o que resta!)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Bocejei...suspirando

Co`a bunda nua à noite crua

Um céu sem astros, sem mais

A mente inunda só flutúa...

Às putas castas dos cais!

E co`as as mãos agora,vazias

Eu ia, observando o jamais

Esperando à esmo , noites frias

Bocejei,suspirando meus ai,ais

domingo, 3 de maio de 2009

Profanações à Psiquê

Hoje profano à ti, ó Psiquê

Pois foste cruel e tão imprudente

A mim, que não sei porque

Roguei-te desejos,fui confiante


Eis que,vis sonhos tombam

Por entre noites que agonizam

Os anjos mais puros zombam...

Minha paixão...ô,satirizam


Só passo o tempo a lamentar,

Profanar e maldizer tua intenção

Amargamente mentia ao falar

Que a mim era certo tal coração


E ela...ah, qual culpa a cabe?

Se nenhuma nobreza prometeu

A harmonia que havia, ela sabe

Que hoje no seio louco adormeceu


Mas hoje...sim,somente hoje

Pretendo desvairar minha mente

Da sua memória manter-me longe

E da dor que minha´lma sente

É fascinação

É fascinação – se eu bem reconheço

Fragmento delírios, então...

Sobre eles padeço


É alucinação – e assim eu amanheço

Preso a sonhos em vão...

Eu não a esqueço


É exploração – coloco-a ao avesso

Víbora do velho coração...

Devora-o ileso!