quarta-feira, 25 de junho de 2008

"Ó, tempo devasso!"

Eis que, o tempo devasso ,avança voraz
É agressivo e impiedoso como a morte
Desdenhando seus deletérios atrás ...
E á frente de quem anseia a sorte

Vem, riscando-lhe a fronte vulgar
Resseca, trinca e amarela os ossos
Á mente e á dúvida, caem a vagar
Nos sonhos bambos e tortos nossos

Minuncioso, mas ainda avança
Traindo-nos quando relógio despara
Definhando-nos; ponteiro é lança!
E sua fortuna , de nada adiantara

Julio Alcântara

Um comentário:

Nayanne disse...

Qdo te disse q vc tem mto talento naum exagerei nem um pouco..

Maravilhoso poema!