quinta-feira, 26 de junho de 2008

Os alcóolicos dominicais

Os coágulos alcoólicos dominicais
Meu sorriso bronco vos serpenteia
Descorando suas faces e seus ais
Enrubrescem nas bocas e nas veias

Em todas as ultrapassadas canções
Tremulam seus pés frios e inquietos
Subindo ás cochas as sensações
Entrelaçando-se entre ébrios eretos

Bom, seriam as vísceras da Sílvia?
- antes que podres caíssem, sem calma
Ô, pensei nos olhos tortos da Lívia
Que dissecavam por dentro minha alma

Nos bolsos frios, secos e famintos
Só havia alguns dedos e um isqueiro
Na volta, os risos bobos infinitos
Roncavam as barrigas de hospedeiros

Ah, assombrosos! Feios, os roncos
Patéticos e, sinfônicos demais
No silêncio, se fazem broncos
Cantarolam, os alcoólicos dominicais

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