quarta-feira, 25 de junho de 2008

A balada dos larápios mundanos

Ora, meus covardes prantos
Ora, meus risos hilários
Façamos do mundo um pedaço de canto
Da metrópole um vasto cenário

Aqui, despojamos mais vadiagens
Caminhantes entre sarjetas e esquinas
Candelabros humanos não eram miragens
Bocas de lobos - ou, bocas de meninas

Criei e mencionei lembranças absurdas
Respirei ao fundo, os ares envenenados
Precauções? Não; palavras mudas
Um sonho branco, passageiro e gelado

O brilho da lua é voz que chama
Absorvemos alegrias destiladas
Forjamos alguma sanidade na cama
Larápios, mais que cobras criadas

Um comentário:

Luiz Modesto disse...

Muito bom.
Rimbaud também me encanta, mais, me incomoda...
Abraço.